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26/06/2013 15h41

EXCLUSIVO

Família clama por justiça pelo filho que morreu vítima do tráfico em Itabirito

A Polícia Civil já terminou as investigações do caso. Hoje é o Dia Mundial de Combate às Drogas. Protesto aconteceu na Praça da Estação

Da Redação

Em protesto na Praça da Estação, família expõe cartaz com foto do filho morto pelo tráfico

Já dizia uma canção de Chico Buarque: “A saudade é o revés de um parto. A saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu”. E é justamente essa sensação de vazio que passa pela mente de dona Márcia Oliveira Almeida, 53 anos, moradora do bairro Santo Antônio, em Itabirito. Ela perdeu seu filho no dia 17 de abril de 2012, ele foi morto por traficantes.

Ricardo Almeida da Conceição, 29 anos, filho de dona Márcia, era viciado em crack e assim ficou por 10 anos. Hoje, 26 de junho, no Dia Mundial de Combate às Drogas, a família dele colocou cartazes pedindo justiça e exigindo mais agilidade nas investigações.

Os cartazes foram expostos, na Praça da Estação, em uma barraca armada pela Prefeitura, Proerd (programa da Polícia Militar) e pelo Grupo Amor Exigente (que presta auxílio às famílias e aos dependentes). A intenção do espaço era de conscientização contra as drogas.

Vida sofrida

“Eu encontrava meu irmão todo sujo pelas ruas de Itabirito, pedia a ele para ir pra casa e parar com as drogas. Ele respondia que sim, mas continuava nessa vida”, disse Renan Almeida, 24 anos, irmão da vítima.

Todos sabem que os efeitos das drogas podem matar, mas no caso de Ricardo (e da maioria dos viciados espalhados pelo mundo) foi o tráfico que tirou a vida dele.

Ricardo desapareceu no dia 12 de abril de 2012 e foi encontrado cinco dias depois. Seu corpo estava na barragem do Marzagão (conhecida como barragem do Bonga). Segundo a perícia, ele tinha hematomas provocados por uma barra de ferro e perfurações nos pulmões.

A família afirma que não tem ideia de quem teria cometido o crime, mas acredita que Ricardo tinha dívidas com traficantes. E essas teriam sido o motivo do assassinato. “Até quando isso vai continuar? Quantas pessoas morreram em Itabirito nos últimos tempos vítimas do tráfico? A Justiça conhece os lugares onde o tráfico acontece. Por que não faz nada? Pedimos pelo meu irmão e pelas famílias que estão sofrendo e ainda vão sofrer por causa desse drama”, desabafou Renan.

Segundo a Polícia Militar, só neste ano (2013) houve sete homicídios em Itabirito. A Polícia Civil confirma esse número e garante que pelo três foram motivados pelo tráfico.

No caso específico do crime contra Ricardo (que era conhecido como Mão Branca por ser portador de vitiligo), a Polícia Civil ouviu duas testemunhas. Um suspeito já foi identificado. As investigações já terminaram por parte da Civil e, em breve, começa a fase de julgamentos. Contudo, o crime não foi praticado por uma só pessoa, os outros envolvidos não foram identificados (ainda).

"Ricardo deixou duas filhas órfãs", como afirma o cartaz colocado pela família na praça.

Campanha

Adesivos e folhetos, contra o uso de drogas, foram distribuídos pela Prefeitura na Praça da Estação para marcar o dia de luta contra esse mal. O Amor Exigente e o Proerd também participaram.





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